QUE O TEMPO ESCREVEU

   
   
 
 
 
 
 
 
"O escotismo é um movimento de caráter educacional, voluntário e sem fins lucrativos, no qual os jovens têm a oportunidade de se desenvolverem socialmente de uma forma baseada em valores, respeito, amizade, fraternidade e no amor pela natureza."

O Correio da Manhã, tradicional e histórico jornal carioca, já extinto, na edição de 23 de fevereiro de 1924, trouxe uma nota sobre a fundação de novas tropas escoteiras pelo interior do país e relacionou Jataí entre tantas outras. Segundo dizia aquele jornal, no Brasil não há Estado que não tenha seu grupo de escoteiros.

Conforme a tradição, quem funda o grupo deve sempre ficar com o título de presidente, ao menos honorário. O lenço usado na indumentária própria do escoteiro varia de cor, não devendo haver dois de cor idêntica na mesma cidade. As peças essenciais do uniforme são o chapéu e o lenço.

Em evento realizado naquela ocasião no Rio de Janeiro por grupos de Escoteiros Católicos do Brasil, compareceram vários representantes de grupos cariocas, oportunidade em que esteve presente o Prof. Eleutério de Souza Novaes, presidente do grupo nº 24, criado pela Escola Prática de Agricultura de Jataí. Esse estabelecimento fundado por Eleutério funcionava em prédio próprio, na esquina das avenidas Goiás com Brasil, onde atualmente está a sede do Jóquei Clube.

Depois dessa informação no Correio da Manha, não se viu mais falar sobre as atividades dos escoteiros de Jataí. É provável que o fechamento do estabelecimento de ensino do Professor Eleutério, em 1925, se deveu ao abandono do magistério pelo velho professor que, em seguida passou a exercer atividades diversas, inclusive o de servidor do Cartório do Crime em 1939. Depois de vender o imóvel de seu estabelecimento de ensino, em 1950, mudou-se para Belo Horizonte, onde moravam familiares seus. Eleutério de Souza Novaes,

o grande incentivador e criador do escotismo em Jataí, nasceu na cidade mineira de Mariana, em 28 de outubro de 1873 e morreu em Goiânia, em 1º de dezembro de 1970, portanto, com 97 anos.

Com o fim da Escola Prática de Agricultura e com a ausência definitiva do Professor Eleutério em Jataí, o grupo de escoteiros número 24 se sentiu acéfalo e se desfez, ou entrou em estado de letargia.

Na década de 1950, mais precisamente em 07 de março de 57, por iniciativa do bancário José Gonçalves de Brito, contando com apoio do então Secretário de Educação e Cultura do Estado, José Feliciano Ferreira, foi criado o grupo de escoteiro de Jataí. Pouco depois, em 58, a nova corporação recebeu o nome Grupo Escoteiro Eleutério Novaes. A direção inicial da entidade era formada de pessoas de destaque da sociedade local, como o jornalista do jornal O Popular, Wagner de Góes, na condição de presidente, Clodoaldo Carvalho Rezende, Darcy França Denófrio, Yolita de Assis Campos, Jose França Rezende, Jose Gonçalves de Brito, chefe do grupo, e os conselheiros, Jorge Zaiden Menezes, Antonio Soares Gedda, Eusa Paniago, Lacy Assis Carvalho e mais a professora Leonor França.

 

 
O Grupo Escoteiro Eleutério Novaes sempre se destacou na área social, promovendo campanhas educativas na área da saúde, educação e até colaborou na organização do trânsito de Jataí na gestão do prefeito Dorival de Carvalho, através de convênio.

O sucesso do trabalho desenvolvido pelo escotismo de Jataí está diretamente ligado ao empenho dos chefes que passaram por lá, podendo-se citar o líder José Gonçalves de Brito, o Advogado e Historiador Arioldo Alves Rocha, Luiz Rosa Leite da Silva, Sólon Rodrigues de Oliveira, Jesus Rosa Soares, Cláudio Emílio Cintra e outros.